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Yo! Meu nome é Gregori Francisco Cavichioli, meio alemão, meio italiano, meio índio, meio um monte de coisas. Vivo em Rio do Sul (Santa Catarina) atualmente e foi aqui que nasci, em 1987.
Com 6 anos entrei pra escola, pulei o pré escolar (eles eram muito infantis
), por isso consegui me adiantar na aula e terminar um ano mais cedo. Me mudei umas 5 vezes. A maioria das vezes foi dentro da mesma cidade, embora mesmo assim eu tenha perdido amigos em todas as vezes. Tive asma forte até meus 13, 14 anos. Isso me privou de fazer muita coisa, e o que me restou foi passar as aulas jogando xadrez com o professor de educação física. Eu até arrisquei vôlei, mas depois que estraguei meus dois pulsos, desisti.
Lá pelos meus 13 anos minha família se mudou pra Leoberto Leal. Continua sendo em Santa Catarina, mas é uma cidadezinha com cerca de 3 mil habitantes. Separado por uma longa estrada de chão da minha cidade natal, acabei me acostumando a visitá-la umas 2 a 3 vezes por mês. Foi na mesma época que me viciei em Pokémon, e comprava a revistinha Pokémon Club todas as vezes que podia. Ainda tenho a coleção aqui em casa.
Com 14 anos comecei a trabalhar na única escola da cidade, se me lembro bem chama E.E.B Bertino Silva. Minha função era ajudar os professores, mas a diretora teve a brilhante idéia de por eu e meu colega de trabalho a catar papel na cidade pra vender. Conseguimos no final do ano mais de 3 toneladas. Naquele ano tive meus contatos iniciais com o computador. Ainda nem sonhava com a internet, no entanto.
Foi lá também que fiz meu primeiro cursinho de informática. Windows 98 e muita paciência. Minha primeira experiência com a internet foi no único computador com discada na cidade. E foi justamente pra encontrar e imprimir a lista dos Pokémon novos. Naquele mesmo ano ganhei um 286 de presente. Tela preto e branco, Windows 3.1. Fiquei com ele durante uns bons anos, depois passei pra frente e fiquei sem nenhum.
Quase 4 anos depois, voltei pra Rio do Sul, onde comecei mais um curso de informática. Esse durou mais de um ano e tinha internet – pasme – ADSL. Com 16 anos, creio eu, comecei a trabalhar na Casan como office-boy, fazia quase 15km de bicicleta todo dia. Lembro que comprei um radinho a pilha e ligava fones de ouvido nele durante as jornadas. Hoje todo mundo usa MP3, mas na época a galera me olhava estranho.
Volta e meia meu contrato acabou e comecei faculdade. Pra pagar, entrei em outro emprego. Minha escolha inicial era fazer psicologia, mas um colega da Casan me indicou Sistemas de Informação, e eu decidi tentar. Ano novo, começa a faculdade e eu percebo a dura realidade: faculdade de informática não era usar o computador, mas fazer ele funcionar. Já que eu tinha entrado no barco, decidi que não ia pular fora até alcançar terra firme – não sei nadar mesmo. Falando em terra firme, meu pai capotou o carro na frente da nossa causa por que bateram atrás da gente (sim, eu estava dentro) e como pagamento pelo estrago ganhamos um computador. Lá o Greg com um PC de novo.
Meu emprego não era lá essas coisas, mas me rendeu bons filmes. Fiquei 9 meses atendendo em uma locadora de vídeo. Das 9 às 3 da tarde oficialmente, sem almoço. Eu começava às 8 porque tinha que limpar a loja antes de abrir. Ah, e eu trabalhava nos sábados, domingos e feriados. O dia todo. Assim que uma oportunidade melhor surgiu, tratei de agarrar.
Já na quarta fase da faculdade, entrei na AMAVI, onde trabalho atualmente. Comecei como estagiário, 4 horas diárias. Logo percebi que havia espaço pra mais, então aumentei meu horário pra ganhar mais. Assim pude pagar minha faculdade sozinho. Depois de dois anos como estagiário, fui contratado como webdesigner.
Já faz uns dois anos que estou formado – Bacharel em Sistemas de Informação – e tenho trabalho até o pescoço. Nas horas vagas faço academia, jogo PSP e eventualmente vejo pessoas – mais eventualmente ainda, falo com elas. Sou extremamente metódico e perfeccionista. Mudo de gosto bastante rápido e meus conceitos nem sempre podem ser levados à sério. Diferente dos conceitos, me considero uma pessoa leal e que cumpre as promessas que faz. Procuro sempre ajudar quem precisa, mesmo os que não podem pagar. A amizade é um bem valioso e você recebe muito mais a longo prazo do que se cobrasse em dinheiro. Não tenho inimigos e se percebo que possa acontecer, trato de resolver os problemas. Roo unhas – mas só as sobras – adoro música boa e sou um feliz usuário de Linux. Não tenho preconceito contra pessoas. Tenho contra comida, e não gosto de tomate mesmo nunca tendo comido.
Já devem fazer uns anos – realmente não lembro ao certo – quando comecei a me interessar pelo desenvolvimento web. Naquele tempo, sem conhecimento, minha caixa de ferramentas era o Microsoft Frontpage, o Paint Shop Pro e muita imaginação. Certamente o resultado não foi algo muito profissional, eu não sabia o que era PHP nem JavaScript… e bom, nem CSS. Eu sabia que o que eu colocasse naquele documento do Frontpage ia aparecer na tela.
Com o tempo eu fui aprendendo como as coisas funcionavam por baixo dos panos, e aprendi a programar sem a ajuda de nenhum programa gráfico. Hoje minhas ferramentas se limitam à um editor de código qualquer, a Internet pra referências quando necessário e o Adobe Photoshop, único programa que ainda não consegui suprimir, por causa da grande versatilidade que ele dispõe.
Mas não se engane com o ‘qualquer editor de código’. Programar um site exige muita dedicação e pesquisa. Sempre que começo um projeto, cuido de preparar cada aspecto do site pra que o resultado seja tanto o esperado pelo cliente quanto agradável aos usuários.
Cores, posição dos elementos na tela, disposição do texto, usabilidade, acessibilidade, otimização e estética são alguns dos pontos essenciais para que um site seja bom. É o esforço de todo designer e eu não sou exceção.
Esse site é meu repositório de ideias e meu laboratório de técnicas. Nunca estou satisfeito com ele, então sempre estou mudando. Felizmente o WordPress é bastante versátil e me permite trabalhar sem muitos tropeços.
Eu sou doido – e repentino. Perdi a conta de quanta gente já me disse isso. Se você me observar de longe, tudo bem, mas não puxe assunto, pode ser fatal. E eu acho que passo um pouco disso pros sites que crio. Criar um site é quase como pintar um quadro. Você sonha com alguma coisa, sente outra, se inspira em vários objetos e pessoas, e o resultado dessa budega mental aparece. Felizmente meu nicho no design sempre foi o minimalista. Gosto de destacar as partes importantes da interface, embelezar elas um pouco e pronto. Nada muito vulgar nem colorido demais.
Bom, se você precisar de alguma coisa – não sendo falar mal da minha família ou algo do gênero – é só anotar meu email: tyk@tyktak.com. Fique a vontade.