Originalmente lançado para o Playstation 2, Disgaea é um jogo que encaixou muito bem no espírito portátil do PSP. Tirando as fases bônus do PSP, ambos são iguais. Se você precisar de ajuda para passar algum estágio, pode procurar pelos guias do Hour of Darkness, nome dado para o jogo no primo grande.
Pense em um jogo tático complexo, com um estilo bastante similar ao Final Fantasy Tactics. Agora tire toda a seriedade dele e troque por um grande senso de humor. Outra coisa que diferencia Disgaea dos seus antecessores é o fato de que a dificuldade é menor. Digo isso porque as mortes não são definitivas, e ganhar níveis é mais fácil e bem mais divertido. Um conceito novo no jogo é o item world. Você pode literalmente entrar em um item, passar níveis dentro dele e derrotar os seus chefes. Dessa maneira, o item fica mais forte. E enquanto você faz isso, pode ir derrotando os especialistas que ficam dentro do item, e passar o nível dos personagens, além de conseguir bônus destruindo geo panels. Não vou explicar os conceitos, já que eles são bem explicados em vários guias de forma muito melhor do que eu faria.
Aliando a diversão de descer 100 andares de algum item à capacidade de stand-by do PSP dentro de qualquer jogo, você tem um ótimo passatempo para aquelas viagens curtas ou idas ao banheiro demoradas. O que me conquistou no jogo, apesar da minha clara preferência por jogos de estratégia é a atmosfera dele. Mesmo com as viradas da história, o clima é sempre bom, sem dramas nem tensões. Toda a aventura é divertida e salpicada de piadas, inclusive zoando com outros jogos. A adaptação para o inglês é boa e a voz da Etna é muito melhor no portátil do que no PS2.
As peculiaridades do jogo não param por aí também. Disgaea é um jogo que você pode zerar sem saber nem da metade da missa. Eu cheguei até o episódio 10 para descobrir que podia fazer uma torre de personagens (você faz uma fila deles e um vai pegando o outro), o que poderia ter me ajudado bastante nos episódios anteriores, mas que não se mostrou necessário. O diário da Etna é outra coisa interessante, dá uma profundidade maior ao jogo, embora também não seja essencial. Isso sem falar nos mundos paralelos, a Prinny Land, o Human World, o Alternate Netherworld, e os outros que não lembro. Ah, e você pode recrutar cada monstro que matar.
Para desespero de alguns, tem mundos extras que só são passáveis quando você tiver em níveis bem altos. Nah, nível 99 você diz?
Quem sabe no nível 4000 as coisas comecem a ficar decentes. O jogo te deixa chegar ao nível 9999. E dependendo das combinações de personagens que você levar a níveis altos como 100 e 200, você terá personagens especiais para recrutar.
Se você quer um jogo divertido, engraçado, sem aquele clima de final de mundo, onde você pode jogar com calma sem suar seu PSP todo, e mesmo assim passar literalmente centenas de horas até ver tudo, Disgaea é para você.
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